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sábado, julho 18, 2009

Even when I die (having the time of my life)


Não me lembro de alguma vez te ter escrito alcoolizado. Escrevo-te hoje. O jantar entre sorrisos à beira-rio e uma reserva de tinto. Com velas e risotto. Escrevo-te uma pista de dança e os copos a transbordar de um alívio transparente. A música e a alma que se entrega à cadência dos ritmos. A carne morena semi-descoberta ornamentada de branco ou cores ou arroubos. Escrevo-te o toque dos lábios nos ouvidos que sussurram nadas e água fria que arremesso à cara, já incapaz de me tirar deste torpor. A noite desenha o enlevo da tua presença num vento frio que se levanta do Tejo e és o copo que tenho na mão, cujo conteúdo sorvo com inefável devoção. Despeço-me de todos e saio. A música continua e eu danço sozinho na rua. Rasgo o númeno e alcanço-me a mim próprio e ao amor porque afinal Deus não está morto. E até pode ser que assim falasse Zaratustra.

quinta-feira, julho 16, 2009

16 de Julho de 2009 (a minha agenda)


Chegou a noite quando sabíamos que iria chegar. Os corpos procuraram-se automaticamente e com naturalidade, naquele crepitar de tendões que sempre caracterizou os seu encontros. A lua não se moveu nem houve nenhuma hecatombe que pudesse adiar a partida. Tudo decorreu da forma mais esperada e previsível. E ainda assim doeu tanto. Colocar os lençóis na máquina de lavar pela manhã. Pousar os pratos na mesa para o pequeno-almoço. Recolher a carteira e as chaves e, de seguida, fechar a porta. Cada gesto. O beijo. Sela uma despedida que eu nem sei se é despedida nem sei se quero saber se é despedida este gesto que sabe a mais uma despedida. É uma partida. A tua e a minha. E a do destino, sobre nós. "Estás sempre de partida," dizia-me ela. Um dia. Como outro qualquer. Esperado e previsível. E assinalado no calendário com a antecipação devida.

(Fotografia por Lisa Koonts)

Air - Bach