<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d31896494\x26blogName\x3dO+Murm%C3%BArio+das+Ondas\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://luisgrodrigues.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://luisgrodrigues.blogspot.com/\x26vt\x3d1252768961611837838', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

quinta-feira, julho 15, 2010

O eterno devir



Sento-me à beira da cama. O dia fez-se noite e confesso que começo a ter alguma dificuldade em sobreviver com esta impossibilidade de me agarrar a algo que me dê certezas e que não mude. Apenas esta força inesperada é constante. A que me faz continuar mesmo quando me apercebo que o teu "se isso for importante para ti" se transforma num "nem penses: já dei para esse peditório". Quando a sofreguidão por um café de 5 minutos passa a ser o telefonema apressado antes de adormecer. Creio que é a dita força me faz pensar que está mesmo tudo bem. Mesmo quando a ânsia por uma vida em comum se dilui numa existência separada, com laivos de "estamos bem assim". Nós que há apenas uns meses atrás queríamos terminar este "assim" o quanto antes. É uma força engraçada, meio tonta. Esgota-se em si mesma, para me fazer sorrir ao som de Offenbach no meio de Lisboa, com tantas pessoas à minha volta. Tão longe de ti. É, talvez, a minha força quem abraça as lágrimas e pinta desilusões. E é ainda, seguramente, quem me segura a teu lado, no meio desta espiral de mudanças. Cansa-se tanto, ela. Para me fazer esquecer o tanto que poderíamos ser. E ocultar o pouco em que nos vamos tornando.


(imagem: "root strenght", Kristin Gjerdset)


Air - Bach